|
A ESTAÇÃO ECOLÓGICA DA JURÉIA-ITATINS
O primeiro acesso à região da Juréia se deu na época de Martim
Afonso de Souza, objetivando interligar a Capitania Hereditária de
São Vicente a Iguape e Cananéia.
Porém, o primeiro marco de
ocupação aconteceu a mando do Imperador Dom Pedro I, que ordenou a
construção do Caminho do Imperador na área.
Este foi muito
utilizado durante a Guerra do Paraguai, pois através dele
transitava o Correio Del Rei (mensageiros que portavam notícias do
conflito), tendo maior movimentação com o Marechal Rondon, que lá
instalou casas e pontes de ferro vindas da Inglaterra, ligando o Rio de
Janeiro ao sul do país, e uma linha telegráfica.
Estes ambientes abrigam uma fauna rica e diversificada com
espécies exclusivas (endêmicas) e outras ameaçadas de extinção, tais
como, jacutinga, tucanos, papagaio de cara roxa, gavião pega-macaco,
bicho preguiça, onça pintada, jacutinga, bugios e mono carvoeiro.
Suas paisagens notáveis estão moldadas pela serras e florestas que lhe
emprestam o nome de origem indígena, Juréia (promontório) e Itatins
(narizes de pedra- referencia aos afloramentos rochosos) pelos diversos
rios encachoeirados, longos e sinuosos, suas planícies e pelo mar.
É importante ressaltar que a estação ecológica Juréia-Itatins é
considerada pela ONU reserva da Biosfera da Mata Atlântica e está
inserida em um dos Sítios do Patrimônio Natural da
Humanidade (Unesco) existentes no Brasil- os demais são Pantanal -
Parque das Cataratas do Iguaçu - Parque Rosan( Amazônia) e Matas da
Costa do Descobrimento.
|